DOOH em Portugal 2026: Dados, Tendências e Oportunidades de Mercado

23 de fevereiro de 2026
Mupi digital futurista na Avenida da Liberdade, Lisboa, num dia chuvoso. O ecrã exibe um anúncio com o texto "ADAPTA-TE. CORRE. LISBOA 2026." e uma imagem de um corredor com ténis luminosos a pisar água. Peões com guarda-chuvas e telemóveis caminham no passeio molhado.
Mupi digital futurista na Avenida da Liberdade, Lisboa, num dia chuvoso. O ecrã exibe um anúncio com o texto "ADAPTA-TE. CORRE. LISBOA 2026." e uma imagem de um corredor com ténis luminosos a pisar água. Peões com guarda-chuvas e telemóveis caminham no passeio molhado.
Mupi digital futurista na Avenida da Liberdade, Lisboa, num dia chuvoso. O ecrã exibe um anúncio com o texto "ADAPTA-TE. CORRE. LISBOA 2026." e uma imagem de um corredor com ténis luminosos a pisar água. Peões com guarda-chuvas e telemóveis caminham no passeio molhado.

DOOH em Portugal 2026: Dados, Tendências e Oportunidades de Investimento

O Digital Out-of-Home (DOOH) consolidou-se em 2026 como o canal de crescimento mais rápido no mix de media português. Impulsionado pela digitalização de espaços urbanos em Lisboa e no Porto e pela maturidade das redes de Retail Media, este formato deixou de ser apenas "exposição" para se tornar um canal de performance mensurável.

Qual é a quota de mercado do DOOH em Portugal em 2026?

O DOOH representa atualmente cerca de 36,5% do investimento total em Out-of-Home (OOH) em Portugal.

Este crescimento, face aos 28% registados no início da década, reflete uma transformação estrutural nas cidades portuguesas. Operadores líderes, como a JCDecaux, reportaram aumentos de receitas digitais na ordem dos dois dígitos no primeiro semestre de 2025, validando a preferência dos anunciantes por formatos dinâmicos. A infraestrutura nacional expandiu-se para além dos grandes centros, com redes de mupis digitais (LCD e LED) a cobrirem agora zonas de alto tráfego em cidades de média dimensão, garantindo uma cobertura nacional eficaz.

Quais são as tendências de Publicidade Exterior que dominam em 2026?

A compra programática (pDOOH) e a integração com Retail Media Networks são os principais motores de inovação este ano.

Enquanto o mercado global de DOOH caminha para ultrapassar os 20 mil milhões de dólares, em Portugal a tendência foca-se na eficiência:

  • pDOOH (Programmatic DOOH): Permite a compra de inventário em tempo real, ajustando criatividades com base em "triggers" como o estado do tempo, trânsito ou resultados desportivos.

  • Retail Media: A fusão entre ecrãs em centros comerciais e dados de retalhistas permite que as marcas impactem o consumidor no "último metro" antes da compra.

  • Sustentabilidade: O "Green Media" é a nova norma, com os operadores a utilizarem ecrãs de baixo consumo energético e a fornecerem métricas de pegada de carbono por campanha.

Com estas tecnologias em vigor, surge a questão: vale a pena o investimento?

Por que devem as marcas investir em DOOH este ano?

O DOOH oferece um dos ROIs mais elevados do mercado publicitário atual devido à sua capacidade de contornar a saturação do online e os bloqueadores de anúncios.

Para 2026, as oportunidades são claras tanto para grandes marcas como para PMEs:

  1. Marcas DTC (Direct-to-Consumer): Utilizam o DOOH para ganhar confiança e notoriedade massiva, complementando campanhas de redes sociais.

  2. Targeting Contextual: A capacidade de segmentar audiências sem depender de cookies (privacy-first) torna o meio essencial numa era pós-RGPD rigorosa.

  3. Flexibilidade: Ao contrário do OOH estático (papel), o digital permite alterar a mensagem instantaneamente sem custos de produção gráfica.

Que desafios enfrenta o Digital Signage em Portugal?

A regulação urbana rigorosa e a necessidade de integração tecnológica omnicanal são as principais barreiras à entrada.

Apesar da expansão, o mercado exige estratégia. Não basta colocar um "anúncio de TV" num mupi vertical. As marcas de sucesso em Portugal são aquelas que adaptam o conteúdo ao tempo de atenção do transeunte (média de 3 a 5 segundos) e utilizam dados de mobilidade para escolher as localizações certas. A fragmentação entre diferentes operadores e plataformas de software (DSPs/SSPs) também exige que os anunciantes procurem parceiros especializados para uma gestão centralizada.

Sugestões Visuais para o Artigo:

  • Gráfico de Linhas: Evolução da quota digital vs. papel em Portugal (2021-2026).

  • Mapa de Calor: Densidade de ecrãs digitais nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

  • Infografia: "A Jornada do Consumidor 2026" mostrando a interação entre um mupi digital e uma notificação mobile.

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